Mapa de Risco Tátil: uma prática inclusiva na Educação Superior

  • Mariane de Jesus Batista Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
  • Luciano Oliveira dos Santos Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
  • Lucas Santos Reis Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
  • Cristiane Angra Pimentel Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Resumen

A segurança do trabalho em Instituições de Ensino Superior é regulamentada por normas brasileiras como a NR-9, NR-32 e a NR-5, sendo o mapa de risco uma ferramenta para identificar e avaliar perigos em ambientes laboratoriais. Contudo, a aplicação convencional do mapa de risco, que é um documento visual, revela uma lacuna de inclusão, pois constitui uma barreira comunicacional para discentes com deficiência visual, ferindo o princípio da isonomia. O ambiente universitário apresenta desafios como a heterogeneidade de riscos, a dinâmica flutuante da população e a inexperiência técnica do corpo discente, tornando a comunicação de segurança um imperativo ético e pedagógico. Diante disso, o objetivo do trabalho foi desenvolver e aplicar um mapa de risco tátil em um laboratório de Química, visando à inclusão e à promoção da segurança. A metodologia empregada foi a Pesquisa-Ação, estruturada em ciclos de planejamento, ação, observação e reflexão, contando com a participação ativa de um discente cego na validação do mapa de risco. O processo envolveu o mapeamento dos riscos e a elaboração de um protótipo tátil. Foram utilizados materiais simples e de baixo custo, como EVA, tecidos, cordões e etiquetas em braille. A simbologia de cores tradicional do mapa de risco foi adaptada para padrões táteis por textura e relevo, como o tecido felpudo para risco Químico e EVA para Acidente. Os testes de acessibilidade e compreensão envolveram o rastreamento pelo toque, permitindo ajustes no modelo, como o uso de texturas diferentes para objetos menores, o que contribuiu para aumentar a percepção do usuário. O mapa de risco acessível ampliou a percepção espacial e favoreceu a compreensão da localização dos riscos pelo estudante cego. A proposta se mostrou eficaz, indo além da função informativa ao educar, orientar e prevenir, além de apresentar baixo custo e grande potencial de replicação em outros contextos acadêmicos. Espera-se que este trabalho se estabeleça como modelo para futuros mapas táteis, fomentando uma cultura de inclusão.

Biografía del autor/a

Mariane de Jesus Batista, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Mestranda em Educação Científica, Inclusão e Diversidade pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Graduanda em Engenharia de Tecnologia Assistiva e acessibilidade (UFRB), integrante do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (NETAA) do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade - CETENS/UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia),Graduada em administração pela faculdade Uniasselvi (Universidade Leonardo da Vinci) (2015), Graduada em Bacharelado Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (2021), idealizadora do Projeto de Extensão em Tecnologia Assistiva, Acessibilidade e Inclusão (PETAAI), atuei como Bolsista na Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UFRB (PIBEX), no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI). Atua principalmente nos seguintes temas: Avaliação de necessidades de Tecnologia Assistiva, acessibilidade, desenho universal, Tecnologia Assistiva e pessoas com deficiência, acessibilidade para Crianças com Deficiência em Espaços Públicos de Lazer e Tecnologia Assistiva no contexto escolar. 

Luciano Oliveira dos Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Graduando em Energia e Sustentabilidade (ênfase em Engenharia de Tecnologia Assistiva e Acessibilidade) no CETENS/UFRB – campus Feira de Santana. Foi monitor bolsista da disciplina Libras (2024.1 e 2024.2) e voluntário no projeto Librando-UFRB, promovendo acessibilidade linguística entre surdos e ouvintes. Integra o Núcleo de Pesquisa em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (NPTAA) e o projeto Abre Caminhos UFRB, voltado à avaliação da acessibilidade nos campi. Possui experiência em tecnologias assistivas, acessibilidade digital, fabricação de recursos pedagógicos inclusivos, lógica de programação e Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Lucas Santos Reis, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Mestrando em Educação Científica, Inclusão e Diversidade, UFRB

Cristiane Angra Pimentel, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

 Pesquisadora na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia em Feira de Santana, membro sênior do IEEE e participante do mestrado profissional da UFBA. Atualmente conduz o projeto de pesquisa Lean Healthcare e Digital Twin.

Citas

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Publicado
2026-10-06
Sección
Tecnologias Assistivas e Mediações Pedagógicas: caminhos para a Educação Inclusi