Desafios e conquistas de uma discente com baixa visão no ensino superior: a experiência de um bolsista do Núcleo de Acessibilidade

Palavras-chave: Baixa Visão, Educação Inclusiva, Ensino Superior, Núcleo de Acessibilidade

Resumo

O presente artigo apresenta um relato de experiência vivenciado por um bolsista do Núcleo de Acessibilidade (NAC) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), no acompanhamento de uma discente com baixa visão no ensino superior. O objetivo é descrever e analisar o papel desempenhado pelo bolsista no processo de inclusão da estudante, considerando os desafios enfrentados, as estratégias desenvolvidas para promover a acessibilidade e a participação acadêmica, bem como as conquistas alcançadas durante o acompanhamento. A experiência fundamenta-se em uma perspectiva inclusiva e busca contribuir para a reflexão sobre a importância de práticas pedagógicas acessíveis e adequadas às necessidades de estudantes com deficiência visual. Durante o acompanhamento, foram identificados desafios relacionados ao acesso e à adaptação de materiais didáticos, à acessibilidade tecnológica, à organização das atividades acadêmicas e à utilização de metodologias compatíveis com as necessidades da discente. Em articulação com a equipe do NAC e os docentes, o bolsista desenvolveu estratégias voltadas à superação dessas barreiras, incluindo apoio na adaptação e organização de materiais, utilização de recursos tecnológicos acessíveis, acompanhamento das atividades e mediação da comunicação entre os envolvidos. A experiência evidenciou que a inclusão no ensino superior ultrapassa a garantia de matrícula, demandando condições efetivas de acessibilidade, participação e aprendizagem. Entre as principais conquistas, destacam-se o fortalecimento da autonomia da discente, a ampliação de sua participação nas atividades acadêmicas, o aprimoramento das práticas inclusivas e a sensibilização da comunidade universitária acerca da acessibilidade. Os resultados indicam que o acompanhamento individualizado, aliado ao suporte institucional e à articulação entre bolsista, docentes, NAC e discente, foi fundamental para identificar e superar barreiras. Conclui-se que estratégias pedagógicas personalizadas são essenciais para promover condições equitativas de acesso, permanência e aprendizagem no ensino superior.

Biografias dos Autores

Adrian Martins Silva, Universidade Federal de Alagoas

Graduando em Licenciatura em Ciências Biológicas - Universidade Federal de Alagoas.

Luciene Amaral da Silva, Universidade Federal de Alagoas

Doutorado em Educação (PPGE/CEDU/UFAL). Mestrado em Educação (PPGE/CEDU/UFAL). Especialização em Gestão de Recursos Humanos (FVG), Especialização em Educação e Desenvolvimento Agrário (UNEAL), Especialização em Tecnologia em Educação (PUC-RIO). Graduação em Pedagogia (UNEAL). Graduação em Psicologia (UFAL). Professora Adjunta da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCIAMB/UFAL/Penedo). Membro do Grupo de pesquisa Gestão e Avaliação Educacional (GAE) UFAL/CNPq. Membro da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE). Tem pesquisas nas áreas de Desenvolvimento Humano, Educação Inclusiva, Educação Especial, Saúde Mental, TDAH e Autismo. https://orcid.org/0000-0002-5582-2787.

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Publicado
2026-09-22
Seção
Relatos de Experiência Livres