Desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis e de baixo custo para o ensino de Microbiologia a pessoas com deficiência visual

Palavras-chave: Inclusão, Pessoas com Deficiência Visual, Microbiologia, Material Educacional

Resumo

No decorrer dos anos, surgiu uma nova necessidade no âmbito educacional com a finalidade de abranger as pessoas levando em conta todas as suas particularidades. Nesse sentindo, a inclusão social propõe o acolhimento, valorização e a garantia de que todos alcancem seu potencial desejado. O aumento no número de matrículas na Educação Especial tem levado as instituições de ensino a se adaptarem continuamente, utilizando ferramentas inclusivas e inovadoras no processo educacional. No contexto acadêmico, os cursos da área da Saúde incluem disciplinas morfológicas em suas grades curriculares. Essas disciplinas frequentemente utilizam aulas práticas, muitas vezes com o auxílio de microscopia óptica e eletrônica para o aprendizado. No entanto, esses recursos não são acessíveis para alunos com deficiência visual, o que representa um desafio significativo para a educação dessas pessoas e um obstáculo no processo de ensino-aprendizagem. Baseando-se nisso, este estudo teve como propósito a elaboração de um material didático de baixo custo, durável, não tóxico, e adequado para utilização nas aulas de Microbiologia; e, em segundo momento, foi pautada uma pesquisa de opinião para verificação de sua eficácia. Para a elaboração da maquete, foram utilizados isopores de diferentes formas, tamanhos e espessuras, bem como materiais que pudessem ter texturas diferentes ao tato para diferenciar as classes apresentadas. Para isso, foram utilizadas tintas de silicone com texturas, tinta plástica (Acrilex) colorida, etileno acetato de vinila (EVA), papel cartão, barbante, papel camurça e massa para biscuit. Os resultados mostraram-se satisfatórios, mostrando o nível de entendimentos nos dois grupos instaurados para a pesquisa. O material utilizado mostrou-se durável, sensível ao tato, e adequado ao ensino quando associado também ao braille. Concluiu-se que os modelos elaborados podem ser considerados recursos significativos devido à possibilidade dos discentes de se apropriarem do conceito concreto das estruturas e entenderem a imagem tridimensionalmente.

Biografias dos Autores

Washington Douglas Teixeira Rodrigues, Universidade Federal da Paraiba

[1]Farmacêutico pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB

Bruno Henrique Andrade Galvão, Universidade Federal da Paraíba/ Departamento de Ciências Biomédicas

Doutor em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

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Publicado
2026-09-24
Seção
Deficiência Visual e Deficiência Múltipla Sensorial Visual: concepções pedagógic