Benjamin Constant
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC
<p>A revista <em>Benjamin Constant</em> (BC), veículo de difusão científica e cultural, é um periódico do <a href="http://www.ibc.gov.br/">Instituto Benjamin Constant</a> (IBC). Tem como missão publicar trabalhos inéditos, de autores brasileiros e estrangeiros, que contribuam para o conhecimento e o desenvolvimento do pensamento crítico e da pesquisa, na área de conhecimento interdisciplinar nas temáticas da deficiência visual, da deficiência visual associada a outras deficiências e da surdocegueira.</p>Instituto Benjamin Constantpt-BRBenjamin Constant1414-6339Iconografia no ensino de História: uma proposta pedagógica inclusiva para estudantes com deficiência visual
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1073
<p>Dentro do ensino de História, a iconografia é considerada não só um valioso recurso de representação do tempo passado como também documentação histórica, material pedagógico fundamental para a produção do conhecimento histórico e desenvolvimento do raciocínio crítico sobre a História. Com o avanço das tecnologias digitais e de comunicação, as imagens têm ganhado cada vez mais importância na sociedade, uma vez que as interações sociais recebem forte apelo da visualidade e muitas das situações cotidianas são intermediadas pelos recursos visuais. Esta característica da contemporaneidade influencia diretamente o contexto educacional e deixa evidente a necessidade de um ensino que promova uma análise crítica sobre a iconografia. Nesse sentido, escolas inclusivas que atendem alunos com deficiência visual têm um desafio em suas práticas pedagógicas para tornar esse material acessível ao seu alunado. Este artigo pretende refletir sobre os dados referentes a uma intervenção pedagógica inclusiva, feita em parceria com um professor de História, que envolveu o uso e a análise da iconografia como fonte documental e como recurso didático da disciplina, em uma turma que tinha um estudante cego matriculado. O texto traz os resultados dessa pesquisa, ocorrida em uma sala de aula do 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola inclusiva da rede pública municipal de São Paulo. Os dados coletados foram analisados seguindo o referencial teórico de Bardin (2016). A partir da proposta pedagógica, procurou-se refletir e apontar possibilidades no ensino de História que fossem pautadas em uma abordagem multissensorial e fundamentadas na fenomenologia de Merleau-Ponty (1999), de forma a permitir ao estudante com deficiência visual desenvolver uma análise mais completa da iconografia.</p>Gabriel Bertozzi de Oliveira e Sousa Leão
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2026-09-222026-09-223270122 e327001Desafios e conquistas de uma discente com baixa visão no ensino superior: a experiência de um bolsista do Núcleo de Acessibilidade
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1122
<p>O presente artigo apresenta um relato de experiência vivenciado por um bolsista do Núcleo de Acessibilidade (NAC) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), no acompanhamento de uma discente com baixa visão no ensino superior. O objetivo é descrever e analisar o papel desempenhado pelo bolsista no processo de inclusão da estudante, considerando os desafios enfrentados, as estratégias desenvolvidas para promover a acessibilidade e a participação acadêmica, bem como as conquistas alcançadas durante o acompanhamento. A experiência fundamenta-se em uma perspectiva inclusiva e busca contribuir para a reflexão sobre a importância de práticas pedagógicas acessíveis e adequadas às necessidades de estudantes com deficiência visual. Durante o acompanhamento, foram identificados desafios relacionados ao acesso e à adaptação de materiais didáticos, à acessibilidade tecnológica, à organização das atividades acadêmicas e à utilização de metodologias compatíveis com as necessidades da discente. Em articulação com a equipe do NAC e os docentes, o bolsista desenvolveu estratégias voltadas à superação dessas barreiras, incluindo apoio na adaptação e organização de materiais, utilização de recursos tecnológicos acessíveis, acompanhamento das atividades e mediação da comunicação entre os envolvidos. A experiência evidenciou que a inclusão no ensino superior ultrapassa a garantia de matrícula, demandando condições efetivas de acessibilidade, participação e aprendizagem. Entre as principais conquistas, destacam-se o fortalecimento da autonomia da discente, a ampliação de sua participação nas atividades acadêmicas, o aprimoramento das práticas inclusivas e a sensibilização da comunidade universitária acerca da acessibilidade. Os resultados indicam que o acompanhamento individualizado, aliado ao suporte institucional e à articulação entre bolsista, docentes, NAC e discente, foi fundamental para identificar e superar barreiras. Conclui-se que estratégias pedagógicas personalizadas são essenciais para promover condições equitativas de acesso, permanência e aprendizagem no ensino superior.</p>Adrian Martins SilvaLuciene Amaral da Silva
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2026-09-222026-09-223270111 e327014Editorial
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1190
Raffaela LupetinaFlavia Daniela dos Santos Moreira
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2026-09-242026-09-24327013 e327014Cordel em braille: Educação que rima com inclusão no Ensino Fundamental I
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1111
<p>A Literatura de Cordel é um gênero textual que trabalha a oralidade e a escrita e está fortemente presente na cultura popular brasileira, principalmente no Nordeste do Brasil. Levar o cordel para a sala de aula pressupõe não apenas conhecimentos acerca desse gênero literário, mas também sobre o público diverso que vem adentrando os espaços escolares na atualidade, de acordo com o que preceitua a legislação brasileira sobre a educação. Neste ensaio teórico apresentamos uma sequência didática envolvendo o cordel para alunos videntes e cegos coletivamente, em turmas do Ensino Fundamental I, no contexto de uma escola pública de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, sem excluir a possibilidade de aplicação das atividades a contextos históricos de outros municípios. A proposta tem como base de reflexão a pesquisa bibliográfica e as experiências vivenciadas pelas autoras. O trabalho em sala de aula com alunos cegos tem peculiaridades em relação à escrita — que deve ser feita utilizando-se o Sistema Braille e os recursos como máquina de escrever em braille, a reglete e o punção — e ao desenho, que pressupõe o uso da tela de desenho. Para a utilização adequada dos recursos de Tecnologia Assistiva no âmbito educacional, é de suma importância que profissionais da educação e professores regentes de turma conheçam as particularidades desses estudantes, de modo a possibilitar-lhes caminhos satisfatórios ao aprendizado. A iniciativa desse artigo surgiu da preocupação de se realizar um trabalho docente verdadeiramente inclusivo na prática para estudantes com comprometimentos sensoriais, como é o caso da cegueira. O texto dialoga com teóricos especialistas da deficiência visual, que contribuem com seus estudos, e com a legislação pertinente à Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva.</p>Valéria Cristina da Silva Corrêa DiasMonica de Lima Bastos
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2026-09-222026-09-223270115 e327002Deficiência múltipla, processamento sensorial e desenvolvimento: dos desafios às potencialidades de desenvolvimento
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1112
<p>Este artigo é um ensaio teórico que aborda as especificidades de desenvolvimento de pessoas com deficiência múltipla sensorial, considerando os desafios relacionados ao processamento sensorial. Entendemos a deficiência múltipla como uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas que têm mais de uma deficiência associada, em condições que podem ser muito diversas. Em meio a este público, encontramos os estudantes com deficiência múltipla sensorial, apresentando especificidades relacionadas à deficiência auditiva e/ou visual. Os desdobramentos desta combinação de deficiências trazem impactos significativos no desenvolvimento destas pessoas. Tendo em vista a perspectiva histórico-cultural, com foco nas premissas vigotskianas de desenvolvimento humano, é elencado o conceito de compensação, que, sob a análise do ambiente em que se vive, entende que as limitações podem ser superadas, buscando-se caminhos alternativos em prol do desenvolvimento. Mediante a este pressuposto teórico, e pensando nas realidades de ensino, discute-se como sistemas de apoios podem se constituir como instrumentos de compensação da deficiência. Tomamos como referências os indicadores da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF e da Associação Americana de Deficiência Intelectual e Desenvolvimento – AAIDD. Observa-se a importância de planejamentos educacionais e a avaliação de processos para a observação de necessidades da pessoa com deficiência múltipla sensorial em consonância com o ambiente em que está inserida. Neste cenário, torna-se imprescindível compreender como se dá o processamento sensorial e a sua contribuição para o desenvolvimento humano. Por fim, destaca-se que, por meio da construção de sistemas de apoio e suportes, possibilidades de compensação passam a ser visualizadas e potenciais dos estudantes, oportunizados.</p>Maíra Gomes de Souza da RochaFlávia Daniela dos Santos Moreira
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2026-09-222026-09-223270117 e327003Avaliação funcional da visão como fator determinante na escolha de recursos de comunicação aumentativa e alternativa
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1118
<p>O foco deste artigo é a reflexão sobre a importância da avaliação funcional da visão e a escolha de um recurso de comunicação aumentativa e alternativa (CAA) para as crianças com baixa visão associada a outras deficiências e necessidades complexas de comunicação. Para pessoas com esse perfil, as dificuldades aumentam, pois, se não há comunicação por meio da fala, logo, deve ser inserida a CAA. Exatamente pela singularidade da avaliação funcional da visão, é importante que os profissionais fiquem atentos às situações observadas na criança com baixa visão, pois se ela não fala e possui uma singularidade visual, isso pode dificultar as respostas sobre os testes visuais e isso influenciará nas estratégias para a utilização de algo para comunicação. Além disso, a maior parte dos recursos da CAA são visuais, sendo necessários recursos táteis para realizar a comunicação. Essa afirmação nos remete ao seguinte questionamento: quais critérios são fundamentais para escolher um recurso de comunicação aumentativa e alternativa para uma criança com baixa visão associada a outra deficiência? O objetivo é enfatizar a importância da análise dos critérios da avaliação funcional da visão para a escolha de um recurso da CAA. Para isso foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre a temática, com a intenção de levantar e analisar referências teóricas para embasar o tema em questão. A criança com baixa visão associada a outras deficiências precisa ser ativa no meio social e no processo de aprendizagem, o fato de ela não se comunicar por meio da fala não significa que não tem nada a dizer ou não compreende, logo, ela precisa praticar para que sua interação com seus pares seja promovida.</p>Jaqueline de Oliveira Costa Melo
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2026-09-222026-09-223270115 e327004Desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis e de baixo custo para o ensino de Microbiologia a pessoas com deficiência visual
https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1100
<p>No decorrer dos anos, surgiu uma nova necessidade no âmbito educacional com a finalidade de abranger as pessoas levando em conta todas as suas particularidades. Nesse sentindo, a inclusão social propõe o acolhimento, valorização e a garantia de que todos alcancem seu potencial desejado. O aumento no número de matrículas na Educação Especial tem levado as instituições de ensino a se adaptarem continuamente, utilizando ferramentas inclusivas e inovadoras no processo educacional. No contexto acadêmico, os cursos da área da Saúde incluem disciplinas morfológicas em suas grades curriculares. Essas disciplinas frequentemente utilizam aulas práticas, muitas vezes com o auxílio de microscopia óptica e eletrônica para o aprendizado. No entanto, esses recursos não são acessíveis para alunos com deficiência visual, o que representa um desafio significativo para a educação dessas pessoas e um obstáculo no processo de ensino-aprendizagem. Baseando-se nisso, este estudo teve como propósito a elaboração de um material didático de baixo custo, durável, não tóxico, e adequado para utilização nas aulas de Microbiologia; e, em segundo momento, foi pautada uma pesquisa de opinião para verificação de sua eficácia. Para a elaboração da maquete, foram utilizados isopores de diferentes formas, tamanhos e espessuras, bem como materiais que pudessem ter texturas diferentes ao tato para diferenciar as classes apresentadas. Para isso, foram utilizadas tintas de silicone com texturas, tinta plástica (Acrilex) colorida, etileno acetato de vinila (EVA), papel cartão, barbante, papel camurça e massa para biscuit. Os resultados mostraram-se satisfatórios, mostrando o nível de entendimentos nos dois grupos instaurados para a pesquisa. O material utilizado mostrou-se durável, sensível ao tato, e adequado ao ensino quando associado também ao braille. Concluiu-se que os modelos elaborados podem ser considerados recursos significativos devido à possibilidade dos discentes de se apropriarem do conceito concreto das estruturas e entenderem a imagem tridimensionalmente.</p>Washington Douglas Teixeira RodriguesBruno Henrique Andrade Galvão
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2026-09-242026-09-243270111 e327005