https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/issue/feedBenjamin Constant2026-03-23T15:10:50+00:00Rodrigo Agrellos Costarevistabenjaminconstant@ibc.gov.brOpen Journal Systems<p>A revista <em>Benjamin Constant</em> (BC), veículo de difusão científica e cultural, é um periódico do <a href="http://www.ibc.gov.br/">Instituto Benjamin Constant</a> (IBC). Tem como missão publicar trabalhos inéditos, de autores brasileiros e estrangeiros, que contribuam para o conhecimento e o desenvolvimento do pensamento crítico e da pesquisa, na área de conhecimento interdisciplinar nas temáticas da deficiência visual, da deficiência visual associada a outras deficiências e da surdocegueira.</p>https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1026Reflexões sobre o curso de Massoterapia do Instituto Benjamin Constant e material didático adaptado em thermoform2025-12-16T15:44:23+00:00Cleia Maria dos Santos Pereiracleiapereira@ibc.gov.brRosa Lidice de Moraes Valimrvalim@unicarioca.edu.brRegina Celia Pereira de Moraesregmoraes@unicarioca.edu.br<p>Objetiva-se, aqui, investigar a importância da elaboração de material didático de Reflexologia Podal acessível e especializado em alto-relevo e reproduzido em <em>Thermoform</em> para pessoas com baixa visão e cegas na promoção do aprendizado inclusivo e eficaz, visando à construção da identidade profissional e social desses indivíduos. Para tanto, inicialmente realizaram-se pesquisas bibliográficas e posteriormente realizaram-se entrevistas com alunos do curso — ao todo, três pessoas foram entrevistadas. A conversa com o primeiro participante pretendeu identificar a importância do material bidimensional adaptado de reflexologia para alunos com deficiência visual e observar a relevância deste material no aprendizado e no desenvolvimento social do cidadão. Com o segundo, percebeu-se a satisfação do aluno por ter um material acessível, que promovesse identificação do desenho, segurança no material (por não ser pesado nem oferecer risco), facilidade de compreensão da figura, realização de novas perspectivas de acordo com estudos (inclusive fora do curso), motivação para estudar e seguir no mercado de trabalho. A terceira entrevista, por sua vez, viabilizou reflexões sobre a importância das cores e das texturas e relatando como esses detalhes facilitaram a compreensão do desenho referido. Ao final, os dados do campo foram analisados e inferências foram realizadas. Os dados sugerem, entre outras questões, que a importância do material didático adaptado para pessoas com deficiência visual não só impacta no aprendizado, mas também na motivação dos alunos.</p>2025-12-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1045A inclusão escolar de pessoas com deficiência visual no Ensino Médio2026-01-07T15:43:49+00:00Rita de Cascia de Ribeiro Soteloritasotelo@unipampa.edu.brCarla Marielly Rosacmr030587@gmail.comMara Regina Marzarimarabmarzari@gmail.com.brVanderlei Folmervandfolmer@gmail.com<p>Este estudo analisa os processos inclusivos de estudantes com deficiência visual no Ensino Médio das escolas estaduais de Uruguaiana (RS), avaliando a eficácia das ações e recursos disponíveis para sua plena inclusão. A pesquisa aborda a articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores regulares, gestores e famílias, além da infraestrutura das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). Os resultados apontam avanços, como a existência de fluxos definidos para a inclusão e a colaboração entre os atores envolvidos. No entanto, identificam-se fragilidades significativas, como a falta de formação continuada para professores das classes regulares e das SRM, dificultando a adaptação pedagógica. Outro desafio é a escassez de tecnologias assistivas e materiais didáticos acessíveis, essenciais para o aprendizado dos alunos com deficiência visual. A infraestrutura das escolas também se mostra insuficiente, com limitações nas SRM, que nem sempre dispõem de equipamentos adequados. Essas deficiências comprometem a efetividade da inclusão, reforçando a necessidade de maiores investimentos em recursos humanos e materiais. Conclui-se que, embora existam diretrizes e esforços para a inclusão, a implementação das políticas ainda é falha. Para garantir uma educação inclusiva e de qualidade, é fundamental capacitar os professores, ampliar o acesso a tecnologias assistivas e melhorar a estrutura das escolas. O estudo reforça a importância de uma ação integrada entre poder público, instituições de ensino e comunidade, visando superar as barreiras que impedem a real inclusão dos estudantes com deficiência visual.</p>2025-12-15T14:17:34+00:00Copyright (c) 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1049Audiodescrição no ensino das Ciências Sociais: biomas brasileiros2026-01-27T14:04:43+00:00Naiane Santos Paudarco Silvanaianepaudarco@yahoo.com.brSandrine Montes Assis de Bemsandrinemontes2021@gmail.comEliana Lúcia Ferreiraeliana.ferreira@ufjf.br<p>Este artigo apresenta uma proposta de audiodescrição aplicada ao ensino dos biomas brasileiros, com foco na promoção da acessibilidade comunicacional para estudantes com deficiência visual, baixa visão ou visão monocular. A partir dos referenciais de Motta (2016; 2018) e dos fundamentos da Análise do Discurso de Orlandi (1987), foram estabelecidos critérios para a elaboração de roteiros audiodescritos de imagens presentes em conteúdos didáticos, com ênfase na Mata Atlântica. O estudo organizou-se em três etapas: identificação das especificidades cartográficas e imagéticas; definição de elementos discursivos orientadores da tradução audiovisual; e elaboração das audiodescrições considerando informações técnicas, contextuais e descritivas. Os resultados demonstram que a audiodescrição amplia significativamente o acesso aos conteúdos geográficos e ambientais, permitindo a construção de representações mentais mais precisas sobre os biomas. Evidenciam, ainda, o potencial pedagógico desse recurso para fortalecer práticas inclusivas, enriquecer a compreensão conceitual e promover o engajamento de todos os estudantes em processos de aprendizagem ambiental e científica.</p>2026-01-27T14:04:43+00:00Copyright (c) 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1086A mesa braille “braillena” como recurso didático na alfabetização de pessoas com deficiência visual2026-01-27T14:07:19+00:00Marilene Mantovani Espíndola Villelalena.espindola19@gmail.comTerezinha Richartzterezinha@unincor.edu.br<p>A alfabetização do aluno com deficiência visual na escola regular é o tema principal deste trabalho, o qual carrega em seu bojo uma reflexão aprofundada sobre a temática proposta. Este artigo é fruto de uma pesquisa desenvolvida no âmbito de um Mestrado Profissional em Gestão, Planejamento e Ensino, voltado à articulação entre investigação acadêmica e elaboração de um produto técnico-tecnológico aplicado ao contexto educacional inclusivo. Essa abordagem comprova a necessidade de reexaminar a realidade escolar de modo que se compreenda os desafios existentes na alfabetização de alunos com deficiência visual, já que se pode traduzir o processo de inclusão na capacidade de oferecer respostas eficazes à aprendizagem desses estudantes. A ideia para construção deste produto surgiu a partir da observação das dificuldades de coordenação motora fina, principalmente na mão esquerda de um aluno com deficiência visual em idade de alfabetização atendido na sala de recursos de uma escola estadual. Nesse sentido, objetiva-se no presente estudo, evidenciar a importância do material técnico especializado – Mesa <em>Braille</em> –, na alfabetização do aluno com deficiências da visão, propondo a “<em>BRAILLENA</em>” para facilitar a tarefa docente no processo de alfabetização e na aprendizagem do Sistema <em>Braille</em>. E para tanto, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo descritiva, conduzida por meio de entrevistas semiestruturadas com professores do Ensino Fundamental I, com o intuito de se compreender a perspectiva desses profissionais em relação ao uso do material técnico especializado na prática pedagógica, especificamente, nesse período escolar tão relevante do discente com deficiências visuais. Logo, o tema discutido ressalta, ainda, a importância do material didático especializado na aprendizagem, uma vez que busca estimular reflexões que impulsionem a tangíveis transformações no âmbito educacional, contribuindo, portanto, à uma inclusão efetiva de pessoas com deficiências visuais.</p>2026-01-27T14:07:19+00:00Copyright (c) 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1063Recomendações em podcast para o atendimento do estudante cego no IFB2026-02-06T12:39:00+00:00Ricardo Allan de Carvalho Rodriguesrallanbr@gmail.comLeticia Bianca Barros de Moraes Limaleticia.lima@ifb.edu.brArmando Ribeiro Batistaarmandoribeiro323@gmail.com<p>A pessoa cega, mais do que um discente em uma instituição acadêmica, é também detentora de saberes e, portanto, protagonista na construção de sistemas educacionais inclusivos, a partir da contribuição da elaboração e difusão de sua pesquisa científica. Este estudo teve como objetivo refletir sobre as barreiras à inclusão no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) segundo as percepções de um estudante cego matriculado na instituição, registradas em um podcast e, posteriormente, incorporadas e publicadas em um manual de acessibilidade para pessoas com deficiência. A metodologia adotada baseou-se na pesquisa documental (Sá-Silva; Almeida; Guindani, 2009), enquanto a análise dos dados seguiu a abordagem de análise de conteúdo proposta por Bardin (2016). A estrutura do estudo contemplou, na primeira parte, discussões sobre o uso do podcast como ferramenta de divulgação científica acessível, conforme apresentado por Freire (2011) e outros autores. Na segunda parte, realizou-se a análise dos dados à luz das dimensões de acessibilidade propostas por Sassaki (2009), das quais foram selecionadas três, em razão da quantidade significativa de recomendações descritas no podcast: (1) acessibilidade arquitetônica e espacial; (2) acessibilidade comunicacional; e (3) acessibilidade atitudinal. Entre as conclusões, verifica-se que os saberes sobre inclusão escolar descritos pelo estudante cego orientam a promoção da acessibilidade em diferentes dimensões. Assim, a acessibilidade física não se restringe à disponibilização de recursos, mas envolve também a organização espacial de móveis e objetos, a posição do estudante em sala de aula, a postura do professor em relação à pessoa cega, entre outros aspectos. A acessibilidade comunicacional extrapola a distribuição de tecnologias assistivas, abrangendo todos os espaços institucionais acadêmicos e a formação adequada de todos os profissionais da instituição para o uso dessas tecnologias. A acessibilidade atitudinal, por sua vez, requer a conscientização contínua da comunidade escolar acerca das especificidades do estudante cego, o fortalecimento das relações interpessoais e a garantia de seu direito a uma educação equitativa. Destaca-se, ainda, a importância do reconhecimento da escuta e do protagonismo da pessoa cega na construção de um sistema educacional inclusivo e equitativo nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.</p>2026-02-06T12:39:00+00:00Copyright (c) 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1083Desenhos de alunos com deficiência visual analisados à luz de Vigotski2026-03-23T15:10:50+00:00Sofia Castro Hallaissofiahallais@gmail.comThiago de Souza Gonzalezthiagogonz@hotmail.comMaria da Conceição de Almeida Barbosa-Limamcablima@uol.com.br<p>O ato de desenhar e colorir constitui uma das expressões artísticas por meio das quais a criança verbaliza seus pensamentos, concepções e ideais, de acordo com sua imaginação e sentimento. Essa prática também é possível para crianças com deficiência visual, pois, antes de tudo, elas são crianças, e essa constatação rompe com paradigmas que limitam suas formas de expressão. Nesse contexto, este artigo analisa os desenhos produzidos por discentes com deficiência visual como representações do conceito de Centro de Gravidade. O estudo fundamenta-se na Teoria Histórico-Cultural desenvolvida por Vigotski, que concebe a aprendizagem como um processo mediado socialmente, no qual signos e significados são construídos e ressignificados na formação do conhecimento científico. Sob essa ótica, o desenho configura-se como um instrumento mediador, articulando os elementos da tríade planejamento-aluno-mundo, em um entrelaçamento que se concretiza tanto na sala de aula quanto em todos os outros espaços. O texto trata-se de um recorte de uma pesquisa de doutorado, de um dos autores, realizada em duas turmas do 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola especializada no Rio de Janeiro, nas quais os desenhos foram elaborados durante as aulas de Ciências. Os resultados evidenciam as interpretações singulares dos alunos e demonstram que as expressões artísticas funcionaram como instrumentos para explicitar conceitos, promovendo o encadeamento entre conhecimento científico e saberes sociais a respeito do Centro de Gravidade. Conclui-se que, sob essa perspectiva, o desenho assume papel relevante na formação de tais conceitos e integra o planejamento pedagógico, as especificidades do aluno e o contexto sociocultural, sendo a mediação docente facilitadora para o desenvolvimento da aprendizagem.</p>2026-03-23T15:10:50+00:00Copyright (c) 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1037Audiodescrição como possibilidade de inclusão em atividades de Artes na escola2025-12-16T15:44:23+00:00Samira de Moraes Maia Viganosamirammvigano@gmail.comJuliana Pompeu da Costajulypompeu@hotmail.com<p>Este estudo analisa os processos inclusivos de estudantes com deficiência visual no Ensino Médio das escolas estaduais de Uruguaiana (RS), avaliando a eficácia das ações e recursos disponíveis para sua plena inclusão. A pesquisa aborda a articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores regulares, gestores e famílias, além da infraestrutura das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). Os resultados apontam avanços, como a existência de fluxos definidos para a inclusão e a colaboração entre os atores envolvidos. No entanto, identificam-se fragilidades significativas, como a falta de formação continuada para professores das classes regulares e das SRM, dificultando a adaptação pedagógica. Outro desafio é a escassez de tecnologias assistivas e materiais didáticos acessíveis, essenciais para o aprendizado dos alunos com deficiência visual. A infraestrutura das escolas também se mostra insuficiente, com limitações nas SRM, que nem sempre dispõem de equipamentos adequados. Essas deficiências comprometem a efetividade da inclusão, reforçando a necessidade de maiores investimentos em recursos humanos e materiais. Conclui-se que, embora existam diretrizes e esforços para a inclusão, a implementação das políticas ainda é falha. Para garantir uma educação inclusiva e de qualidade, é fundamental capacitar os professores, ampliar o acesso a tecnologias assistivas e melhorar a estrutura das escolas. O estudo reforça a importância de uma ação integrada entre poder público, instituições de ensino e comunidade, visando superar as barreiras que impedem a real inclusão dos estudantes com deficiência visual.</p>2025-12-16T15:32:28+00:00Copyright (c) 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1121Acessibilidade digital para pessoas com baixa visão: uma análise da literatura sobre as Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.2 no contexto brasileiro 2026-03-19T12:12:51+00:00Rodrigo Minutti Recchiarodrigo.recchia@unifesp.brDaniela Aparecida Mariodaniela@bengalaverde.org.brMariana Santis Sampaio Mattosmariana.mattos@unifesp.brAmanda Amorim Rodriguesamandaamorim.ic@gmail.comMaria Elisabete Salvador Graziosibetesalva@hotmail.comRita Simone Lopes Moreirarita.simone@unifesp.brCecília Francini Cabral de Vasconcelloscecilia@bengalaverde.org.brVagner Rogério dos Santosvagner.rogerio@unifesp.com.br<p>A acessibilidade digital é um direito fundamental que assegura o acesso igualitário à informação e à comunicação no ambiente on-line, especialmente para pessoas com deficiência visual. Este artigo tem como objetivo analisar a produção científica sobre as recomendações de acessibilidade para conteúdo web - <em>Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.2</em> - e sua aplicação na promoção da acessibilidade digital para pessoas com baixa visão, no contexto brasileiro. Para tanto, foi realizada uma busca sistemática nas bases Lilacs, Scielo e Google Acadêmico, com critérios de inclusão voltados para estudos que abordassem diretamente a implementação ou avaliação das diretrizes <em>WCAG</em> em ambientes digitais acessados por pessoas com deficiência visual. Os resultados evidenciaram uma escassez significativa de estudos: nenhum artigo específico sobre <em>WCAG 2.2</em> foi encontrado nas bases tradicionais, e apenas seis estudos dos 29 identificados atenderam aos critérios estabelecidos. Essa limitação se justifica, em parte, pela recente publicação das diretrizes, em outubro de 2023. Além disso, dados de estudos nacionais indicam um cenário preocupante: menos de 1% dos sites brasileiros conseguem aprovação em testes básicos de acessibilidade, e cerca de 79,4% dos profissionais de tecnologia da informação nunca passaram por treinamento formal sobre acessibilidade digital. Os sistemas apresentaram problemas recorrentes de contraste visual inadequado, navegação inexistente por teclado e ausência de textos alternativos em elementos gráficos, comprometendo o acesso à informação, à educação, às oportunidades profissionais e à autonomia cotidiana de pessoas com deficiência visual. Conclui-se que há uma discrepância preocupante entre a disponibilidade das diretrizes <em>WCAG</em> 2.2 e sua implementação efetiva no Brasil, o que evidencia a necessidade urgente de ações coordenadas que incluem: capacitação profissional, sensibilização da sociedade e o reconhecimento da acessibilidade digital como responsabilidade ética e política no cenário da inclusão tecnológica.</p>2026-03-19T12:12:51+00:00Copyright (c) 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1072À margem da luz, no centro da luta: a caminhada de uma mulher cega no sudeste de Goiás2025-12-16T15:44:23+00:00Renata Vicente Izidororenatinhavicente2017@gmail.comClaudia Tavares do Amaralclaudia.amaral@ufcat.edu.br<p>O presente artigo, intitulado “À margem da luz, no centro da luta: a caminhada de uma mulher cega do sudeste de Goiás", consiste em um relato de experiência baseado na trajetória acadêmica e escolar de uma mulher cega, refletindo sobre as diversas formas de discriminação enfrentadas ao longo de sua formação. O estudo é um recorte da dissertação de mestrado (Izidoro, 2020) defendida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Catalão e tem como objetivo analisar os desafios vivenciados, sejam eles lícitos ou ilícitos, e as estratégias utilizadas até a conquista do título de Mestre em Educação no ano de 2020. A pesquisa foi conduzida sob a perspectiva da narrativa (Reis, 2023), permitindo que a autora revisite sua própria história com um olhar crítico e reflexivo. O texto propõe uma leitura distanciada e, ao mesmo tempo, íntima da trajetória acadêmica, promovendo uma nova compreensão sobre os desafios da inclusão. Os resultados apontam que, apesar dos avanços nas políticas inclusivas, ainda há barreiras significativas que dificultam o acesso e a permanência de pessoas com deficiência na escola e no Ensino Superior, principalmente na pós-graduação. Conclui-se, portanto, que a superação da discriminação ilícita não se trata apenas de um esforço individual, mas de uma busca coletiva pela efetivação da dignidade da pessoa humana enquanto fundamento republicano.</p>2025-12-16T15:37:52+00:00Copyright (c) 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1091Intervenção fonoaudiológica na deficiência visual congênita: um relato de experiência2025-12-16T15:44:24+00:00Juliana de Sá Machado Guilam Machadojulianasa@ibc.gov.brLuiz Augusto de Paula Souzaluizad@uol.com.br<p>Este artigo apresenta um relato de experiência detalhado sobre uma intervenção fonoaudiológica realizada ao longo de um ano com Teodoro, uma criança cega congênita. O objetivo central do estudo foi descrever e analisar as características do desenvolvimento da linguagem observadas durante esse período, destacando os avanços e desafios enfrentados ao longo do processo. A intervenção foi planejada de forma individualizada, levando em consideração as necessidades específicas da criança, suas potencialidades e seu contexto familiar. Durante o acompanhamento, foram utilizados recursos e estratégias adaptadas, como estímulos sensoriais, atividades de exploração tátil e auditiva, além de orientações para os cuidadores, visando promover a interação e o desenvolvimento linguístico de forma integrada. Os resultados obtidos evidenciam que, apesar das limitações estruturais presentes na linguagem oral, a comunicação de Teodoro apresentou avanços significativos na organização simbólica. Esse progresso foi particularmente evidenciado durante situações de jogo simbólico mediado, nas quais se observou o uso funcional e intencional da linguagem. Verificou-se, ainda, um aumento progressivo na iniciativa comunicativa, na compreensão dos turnos conversacionais e na utilização articulada de recursos verbais e não verbais para a consecução de objetivos comunicativos. Isso valida a relevância da atuação fonoaudiológica no favorecimento da aquisição e desenvolvimento da linguagem, demonstrando que, mesmo em contextos atípicos, a intervenção especializada pode promover avanços significativos. Além disso, o estudo reforça a importância de uma intervenção contínua e multidisciplinar que considere as particularidades de cada caso, promovendo uma intervenção mais efetiva e humanizada. Os resultados também sugerem que estratégias sensoriais e o uso de recursos táteis e auditivos podem ser altamente eficazes no desenvolvimento linguístico de crianças com deficiência visual congênita, contribuindo para ampliar as possibilidades de comunicação e autonomia.</p>2025-12-16T15:44:04+00:00Copyright (c) 2025 Benjamin Constant