https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/issue/feedBenjamin Constant2026-04-08T14:22:11+00:00Rodrigo Agrellos Costarevistabenjaminconstant@ibc.gov.brOpen Journal Systems<p>Benjamin Constant (BC), vehículo de difusión científica y cultural, es una revista del <a href="http://www.ibc.gov.br">Instituto Benjamin Constant (IBC)</a>. Su misión es publicar trabajos inéditos, de autores brasileños y extranjeros, que contribuyan al conocimiento y desarrollo del pensamiento crítico y la investigación, en el área del conocimiento interdisciplinario sobre los temas de discapacidad visual, discapacidad visual asociada a otras discapacidades y sordoceguera.</p>https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1160Expediente2026-04-08T14:22:11+00:00Rodrigo Agrellos Costarodrigoagrellos@ibc.gov.br2026-04-08T14:22:10+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1026Reflexões sobre o curso de Massoterapia do Instituto Benjamin Constant e material didático adaptado em thermoform2025-12-16T15:44:23+00:00Cleia Maria dos Santos Pereiracleiapereira@ibc.gov.brRosa Lidice de Moraes Valimrvalim@unicarioca.edu.brRegina Celia Pereira de Moraesregmoraes@unicarioca.edu.br<p>Objetiva-se, aqui, investigar a importância da elaboração de material didático de Reflexologia Podal acessível e especializado em alto-relevo e reproduzido em <em>Thermoform</em> para pessoas com baixa visão e cegas na promoção do aprendizado inclusivo e eficaz, visando à construção da identidade profissional e social desses indivíduos. Para tanto, inicialmente realizaram-se pesquisas bibliográficas e posteriormente realizaram-se entrevistas com alunos do curso — ao todo, três pessoas foram entrevistadas. A conversa com o primeiro participante pretendeu identificar a importância do material bidimensional adaptado de reflexologia para alunos com deficiência visual e observar a relevância deste material no aprendizado e no desenvolvimento social do cidadão. Com o segundo, percebeu-se a satisfação do aluno por ter um material acessível, que promovesse identificação do desenho, segurança no material (por não ser pesado nem oferecer risco), facilidade de compreensão da figura, realização de novas perspectivas de acordo com estudos (inclusive fora do curso), motivação para estudar e seguir no mercado de trabalho. A terceira entrevista, por sua vez, viabilizou reflexões sobre a importância das cores e das texturas e relatando como esses detalhes facilitaram a compreensão do desenho referido. Ao final, os dados do campo foram analisados e inferências foram realizadas. Os dados sugerem, entre outras questões, que a importância do material didático adaptado para pessoas com deficiência visual não só impacta no aprendizado, mas também na motivação dos alunos.</p>2025-12-15T00:00:00+00:00Derechos de autor 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1045A inclusão escolar de pessoas com deficiência visual no Ensino Médio2026-01-07T15:43:49+00:00Rita de Cascia de Ribeiro Soteloritasotelo@unipampa.edu.brCarla Marielly Rosacmr030587@gmail.comMara Regina Marzarimarabmarzari@gmail.com.brVanderlei Folmervandfolmer@gmail.com<p>Este estudo analisa os processos inclusivos de estudantes com deficiência visual no Ensino Médio das escolas estaduais de Uruguaiana (RS), avaliando a eficácia das ações e recursos disponíveis para sua plena inclusão. A pesquisa aborda a articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores regulares, gestores e famílias, além da infraestrutura das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). Os resultados apontam avanços, como a existência de fluxos definidos para a inclusão e a colaboração entre os atores envolvidos. No entanto, identificam-se fragilidades significativas, como a falta de formação continuada para professores das classes regulares e das SRM, dificultando a adaptação pedagógica. Outro desafio é a escassez de tecnologias assistivas e materiais didáticos acessíveis, essenciais para o aprendizado dos alunos com deficiência visual. A infraestrutura das escolas também se mostra insuficiente, com limitações nas SRM, que nem sempre dispõem de equipamentos adequados. Essas deficiências comprometem a efetividade da inclusão, reforçando a necessidade de maiores investimentos em recursos humanos e materiais. Conclui-se que, embora existam diretrizes e esforços para a inclusão, a implementação das políticas ainda é falha. Para garantir uma educação inclusiva e de qualidade, é fundamental capacitar os professores, ampliar o acesso a tecnologias assistivas e melhorar a estrutura das escolas. O estudo reforça a importância de uma ação integrada entre poder público, instituições de ensino e comunidade, visando superar as barreiras que impedem a real inclusão dos estudantes com deficiência visual.</p>2025-12-15T14:17:34+00:00Derechos de autor 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1049Audiodescrição no ensino das Ciências Sociais: biomas brasileiros2026-01-27T14:04:43+00:00Naiane Santos Paudarco Silvanaianepaudarco@yahoo.com.brSandrine Montes Assis de Bemsandrinemontes2021@gmail.comEliana Lúcia Ferreiraeliana.ferreira@ufjf.br<p>Este artigo apresenta uma proposta de audiodescrição aplicada ao ensino dos biomas brasileiros, com foco na promoção da acessibilidade comunicacional para estudantes com deficiência visual, baixa visão ou visão monocular. A partir dos referenciais de Motta (2016; 2018) e dos fundamentos da Análise do Discurso de Orlandi (1987), foram estabelecidos critérios para a elaboração de roteiros audiodescritos de imagens presentes em conteúdos didáticos, com ênfase na Mata Atlântica. O estudo organizou-se em três etapas: identificação das especificidades cartográficas e imagéticas; definição de elementos discursivos orientadores da tradução audiovisual; e elaboração das audiodescrições considerando informações técnicas, contextuais e descritivas. Os resultados demonstram que a audiodescrição amplia significativamente o acesso aos conteúdos geográficos e ambientais, permitindo a construção de representações mentais mais precisas sobre os biomas. Evidenciam, ainda, o potencial pedagógico desse recurso para fortalecer práticas inclusivas, enriquecer a compreensão conceitual e promover o engajamento de todos os estudantes em processos de aprendizagem ambiental e científica.</p>2026-01-27T14:04:43+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1086A mesa braille “braillena” como recurso didático na alfabetização de pessoas com deficiência visual2026-01-27T14:07:19+00:00Marilene Mantovani Espíndola Villelalena.espindola19@gmail.comTerezinha Richartzterezinha@unincor.edu.br<p>A alfabetização do aluno com deficiência visual na escola regular é o tema principal deste trabalho, o qual carrega em seu bojo uma reflexão aprofundada sobre a temática proposta. Este artigo é fruto de uma pesquisa desenvolvida no âmbito de um Mestrado Profissional em Gestão, Planejamento e Ensino, voltado à articulação entre investigação acadêmica e elaboração de um produto técnico-tecnológico aplicado ao contexto educacional inclusivo. Essa abordagem comprova a necessidade de reexaminar a realidade escolar de modo que se compreenda os desafios existentes na alfabetização de alunos com deficiência visual, já que se pode traduzir o processo de inclusão na capacidade de oferecer respostas eficazes à aprendizagem desses estudantes. A ideia para construção deste produto surgiu a partir da observação das dificuldades de coordenação motora fina, principalmente na mão esquerda de um aluno com deficiência visual em idade de alfabetização atendido na sala de recursos de uma escola estadual. Nesse sentido, objetiva-se no presente estudo, evidenciar a importância do material técnico especializado – Mesa <em>Braille</em> –, na alfabetização do aluno com deficiências da visão, propondo a “<em>BRAILLENA</em>” para facilitar a tarefa docente no processo de alfabetização e na aprendizagem do Sistema <em>Braille</em>. E para tanto, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo descritiva, conduzida por meio de entrevistas semiestruturadas com professores do Ensino Fundamental I, com o intuito de se compreender a perspectiva desses profissionais em relação ao uso do material técnico especializado na prática pedagógica, especificamente, nesse período escolar tão relevante do discente com deficiências visuais. Logo, o tema discutido ressalta, ainda, a importância do material didático especializado na aprendizagem, uma vez que busca estimular reflexões que impulsionem a tangíveis transformações no âmbito educacional, contribuindo, portanto, à uma inclusão efetiva de pessoas com deficiências visuais.</p>2026-01-27T14:07:19+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1063Recomendações em podcast para o atendimento do estudante cego no IFB2026-02-06T12:39:00+00:00Ricardo Allan de Carvalho Rodriguesrallanbr@gmail.comLeticia Bianca Barros de Moraes Limaleticia.lima@ifb.edu.brArmando Ribeiro Batistaarmandoribeiro323@gmail.com<p>A pessoa cega, mais do que um discente em uma instituição acadêmica, é também detentora de saberes e, portanto, protagonista na construção de sistemas educacionais inclusivos, a partir da contribuição da elaboração e difusão de sua pesquisa científica. Este estudo teve como objetivo refletir sobre as barreiras à inclusão no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) segundo as percepções de um estudante cego matriculado na instituição, registradas em um podcast e, posteriormente, incorporadas e publicadas em um manual de acessibilidade para pessoas com deficiência. A metodologia adotada baseou-se na pesquisa documental (Sá-Silva; Almeida; Guindani, 2009), enquanto a análise dos dados seguiu a abordagem de análise de conteúdo proposta por Bardin (2016). A estrutura do estudo contemplou, na primeira parte, discussões sobre o uso do podcast como ferramenta de divulgação científica acessível, conforme apresentado por Freire (2011) e outros autores. Na segunda parte, realizou-se a análise dos dados à luz das dimensões de acessibilidade propostas por Sassaki (2009), das quais foram selecionadas três, em razão da quantidade significativa de recomendações descritas no podcast: (1) acessibilidade arquitetônica e espacial; (2) acessibilidade comunicacional; e (3) acessibilidade atitudinal. Entre as conclusões, verifica-se que os saberes sobre inclusão escolar descritos pelo estudante cego orientam a promoção da acessibilidade em diferentes dimensões. Assim, a acessibilidade física não se restringe à disponibilização de recursos, mas envolve também a organização espacial de móveis e objetos, a posição do estudante em sala de aula, a postura do professor em relação à pessoa cega, entre outros aspectos. A acessibilidade comunicacional extrapola a distribuição de tecnologias assistivas, abrangendo todos os espaços institucionais acadêmicos e a formação adequada de todos os profissionais da instituição para o uso dessas tecnologias. A acessibilidade atitudinal, por sua vez, requer a conscientização contínua da comunidade escolar acerca das especificidades do estudante cego, o fortalecimento das relações interpessoais e a garantia de seu direito a uma educação equitativa. Destaca-se, ainda, a importância do reconhecimento da escuta e do protagonismo da pessoa cega na construção de um sistema educacional inclusivo e equitativo nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.</p>2026-02-06T12:39:00+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1083Desenhos de alunos com deficiência visual analisados à luz de Vigotski2026-03-23T15:10:50+00:00Sofia Castro Hallaissofiahallais@gmail.comThiago de Souza Gonzalezthiagogonz@hotmail.comMaria da Conceição de Almeida Barbosa-Limamcablima@uol.com.br<p>O ato de desenhar e colorir constitui uma das expressões artísticas por meio das quais a criança verbaliza seus pensamentos, concepções e ideais, de acordo com sua imaginação e sentimento. Essa prática também é possível para crianças com deficiência visual, pois, antes de tudo, elas são crianças, e essa constatação rompe com paradigmas que limitam suas formas de expressão. Nesse contexto, este artigo analisa os desenhos produzidos por discentes com deficiência visual como representações do conceito de Centro de Gravidade. O estudo fundamenta-se na Teoria Histórico-Cultural desenvolvida por Vigotski, que concebe a aprendizagem como um processo mediado socialmente, no qual signos e significados são construídos e ressignificados na formação do conhecimento científico. Sob essa ótica, o desenho configura-se como um instrumento mediador, articulando os elementos da tríade planejamento-aluno-mundo, em um entrelaçamento que se concretiza tanto na sala de aula quanto em todos os outros espaços. O texto trata-se de um recorte de uma pesquisa de doutorado, de um dos autores, realizada em duas turmas do 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola especializada no Rio de Janeiro, nas quais os desenhos foram elaborados durante as aulas de Ciências. Os resultados evidenciam as interpretações singulares dos alunos e demonstram que as expressões artísticas funcionaram como instrumentos para explicitar conceitos, promovendo o encadeamento entre conhecimento científico e saberes sociais a respeito do Centro de Gravidade. Conclui-se que, sob essa perspectiva, o desenho assume papel relevante na formação de tais conceitos e integra o planejamento pedagógico, as especificidades do aluno e o contexto sociocultural, sendo a mediação docente facilitadora para o desenvolvimento da aprendizagem.</p>2026-03-23T15:10:50+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1101Typology of deafblindness: an integrated model aligned with the stages of sensory development2026-03-26T12:10:44+00:00Daniel Jimenez Batistaoutro.daniel@icloud.com<p>Human perception is mediated by multiple senses, with particular emphasis on vision and hearing, both in technological development and in language use. This reliance poses significant challenges for individuals with deafblindness, affecting their emotional well-being, health, social interaction, and knowledge acquisition. Language development and social abstraction in this context follow progressive stages—from pre-verbal communication (0–12 months) to the senior stage (60+ years)—, which shape how meaning is constructed and expressed throughout life. However, traditional classifications of deafblindness often fail to reflect this complexity, treating the condition as a homogeneous disability. This limits both theoretical understanding and the design of effective interventions. In response, this paper proposes a more inclusive model that acknowledges the diverse dimensions of deafblindness. The model organises individuals into two main groups (congenital and acquired disability), encompassing six categories and 2,256 distinct profiles. These profiles are critical to understanding the individual needs and potentials of deafblind persons, enabling the development of more tailored and effective strategies for their social and educational inclusion. Recognising the nuanced experiences of this population is essential for advancing assistive technologies, inclusive public policies, and educational practices that reflect the realities of deafblind individuals. This model offers a transformative perspective on how we approach inclusion, grounded in complexity and respect for diversity.</p>2026-03-26T12:10:44+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1110Superando lacunas na formação de professores: o impacto da produção de recursos didáticos e práticas educativas inclusivas em um Programa Especial de Formação de Docente2026-04-07T14:43:22+00:00Virginia Rita Pereira de Andrade Oliveiracefetvirginia@gmail.comLuciana Paula de Assislucianapauladeassis@gmail.comAlexandre Ferryalexandreferry@cefetmg.br<p>Este artigo teve por objetivo descrever o impacto da produção de recursos didáticos e práticas educativas inclusivas com a contribuição do Projeto Incluir-Ciência para a superação de lacunas na formação de docentes. A pesquisa, qualitativamente, foi desenvolvida durante a disciplina Atelier de Práticas Pedagógicas II: Produção de Recursos Didáticos, do Programa Especial de Formação de Docente do CEFET-MG no segundo semestre de 2024, e envolveu a criação e validação de quinze recursos didáticos inclusivos, com destaque para: uma prancha grafotátil sobre ligações de carbono e outra sobre torque e velocidade. Para a criação das pranchas grafotáteis, os estudantes participaram de oficinas sobre a importância de incorporação de elementos de acessibilidade como grafia braille, audiodescrição, diferentes texturas e relevos. Os referenciais da superação do paradigma da adaptação (Ferry 2024), da multissensorialidade (Soler, 1999), da multimodalidade (Kress; van Leeuwen, 2006; Kress, 2010) e dos saberes docentes (Tardif, 2002) fundamentaram a análise. A metodologia envolveu a descrição do relato de experiência da produção dos recursos didáticos inclusivos por meio da técnica de corte e gravação a laser, bem como o processo de validação por dois participantes com deficiência visual. Os resultados indicaram que os recursos foram planejados desde a concepção para serem inclusivos, integrando elementos visuais, táteis, sonoros e digitais, o que ampliou as possibilidades de aprendizagem tanto para estudantes cegos quanto para videntes. A validação pelos estudantes com deficiência visual configurou-se como etapa essencial, evidenciando a sua importância, mas também o desafio de garantir envolvimento contínuo do público-alvo ao longo de todo o processo. Concluiu-se que experiências como a relatada superam lacunas na formação docente, promovem práticas pedagógicas mais inclusivas e apontam para a necessidade de ampliar a participação do público-alvo e de contemplar diferentes tipos de deficiência em futuras ações.</p>2026-04-07T14:43:22+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1037Audiodescrição como possibilidade de inclusão em atividades de Artes na escola2025-12-16T15:44:23+00:00Samira de Moraes Maia Viganosamirammvigano@gmail.comJuliana Pompeu da Costajulypompeu@hotmail.com<p>Este estudo analisa os processos inclusivos de estudantes com deficiência visual no Ensino Médio das escolas estaduais de Uruguaiana (RS), avaliando a eficácia das ações e recursos disponíveis para sua plena inclusão. A pesquisa aborda a articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores regulares, gestores e famílias, além da infraestrutura das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). Os resultados apontam avanços, como a existência de fluxos definidos para a inclusão e a colaboração entre os atores envolvidos. No entanto, identificam-se fragilidades significativas, como a falta de formação continuada para professores das classes regulares e das SRM, dificultando a adaptação pedagógica. Outro desafio é a escassez de tecnologias assistivas e materiais didáticos acessíveis, essenciais para o aprendizado dos alunos com deficiência visual. A infraestrutura das escolas também se mostra insuficiente, com limitações nas SRM, que nem sempre dispõem de equipamentos adequados. Essas deficiências comprometem a efetividade da inclusão, reforçando a necessidade de maiores investimentos em recursos humanos e materiais. Conclui-se que, embora existam diretrizes e esforços para a inclusão, a implementação das políticas ainda é falha. Para garantir uma educação inclusiva e de qualidade, é fundamental capacitar os professores, ampliar o acesso a tecnologias assistivas e melhorar a estrutura das escolas. O estudo reforça a importância de uma ação integrada entre poder público, instituições de ensino e comunidade, visando superar as barreiras que impedem a real inclusão dos estudantes com deficiência visual.</p>2025-12-16T15:32:28+00:00Derechos de autor 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1121Acessibilidade digital para pessoas com baixa visão: uma análise da literatura sobre as Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.2 no contexto brasileiro 2026-03-19T12:12:51+00:00Rodrigo Minutti Recchiarodrigo.recchia@unifesp.brDaniela Aparecida Mariodaniela@bengalaverde.org.brMariana Santis Sampaio Mattosmariana.mattos@unifesp.brAmanda Amorim Rodriguesamandaamorim.ic@gmail.comMaria Elisabete Salvador Graziosibetesalva@hotmail.comRita Simone Lopes Moreirarita.simone@unifesp.brCecília Francini Cabral de Vasconcelloscecilia@bengalaverde.org.brVagner Rogério dos Santosvagner.rogerio@unifesp.com.br<p>A acessibilidade digital é um direito fundamental que assegura o acesso igualitário à informação e à comunicação no ambiente on-line, especialmente para pessoas com deficiência visual. Este artigo tem como objetivo analisar a produção científica sobre as recomendações de acessibilidade para conteúdo web - <em>Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.2</em> - e sua aplicação na promoção da acessibilidade digital para pessoas com baixa visão, no contexto brasileiro. Para tanto, foi realizada uma busca sistemática nas bases Lilacs, Scielo e Google Acadêmico, com critérios de inclusão voltados para estudos que abordassem diretamente a implementação ou avaliação das diretrizes <em>WCAG</em> em ambientes digitais acessados por pessoas com deficiência visual. Os resultados evidenciaram uma escassez significativa de estudos: nenhum artigo específico sobre <em>WCAG 2.2</em> foi encontrado nas bases tradicionais, e apenas seis estudos dos 29 identificados atenderam aos critérios estabelecidos. Essa limitação se justifica, em parte, pela recente publicação das diretrizes, em outubro de 2023. Além disso, dados de estudos nacionais indicam um cenário preocupante: menos de 1% dos sites brasileiros conseguem aprovação em testes básicos de acessibilidade, e cerca de 79,4% dos profissionais de tecnologia da informação nunca passaram por treinamento formal sobre acessibilidade digital. Os sistemas apresentaram problemas recorrentes de contraste visual inadequado, navegação inexistente por teclado e ausência de textos alternativos em elementos gráficos, comprometendo o acesso à informação, à educação, às oportunidades profissionais e à autonomia cotidiana de pessoas com deficiência visual. Conclui-se que há uma discrepância preocupante entre a disponibilidade das diretrizes <em>WCAG</em> 2.2 e sua implementação efetiva no Brasil, o que evidencia a necessidade urgente de ações coordenadas que incluem: capacitação profissional, sensibilização da sociedade e o reconhecimento da acessibilidade digital como responsabilidade ética e política no cenário da inclusão tecnológica.</p>2026-03-19T12:12:51+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1126Do Diálogo Teórico à Prática Inclusiva: Mediação e Dialogismo no Ensino de Ciências para Alunos com Deficiência Visual2026-04-08T14:18:05+00:00Caio de Araujo Souzacaio.1099@gmail.comMaria da Conceição de Almeida Barbosa Limamcablima@uol.com.br<p>O presente ensaio objetiva analisar as convergências entre os constructos teóricos de Lev Vigotski e Mikhail Bakhtin, elucidando suas implicações para o processo de ensino-aprendizagem. Examina-se, primeiramente, a teoria sociointeracionista vigotskiana, segundo a qual o desenvolvimento das funções psíquicas superiores ocorre da esfera social (interpsicológica) para a individual (intrapsicológica). Nesse processo, a Zona de Desenvolvimento Iminente (ZDI) é concebida como a dimensão na qual a mediação pedagógica se torna efetiva, potencializando o desenvolvimento do aprendiz para além de suas capacidades autônomas. Em contrapartida, aborda-se o dialogismo bakhtiniano, que concebe a linguagem como um fenômeno intrinsecamente social, no qual todo enunciado se constitui em resposta a enunciados anteriores, formando uma contínua cadeia de comunicação. Como evidência empírica da referida articulação teórica, analisa-se uma experiência prática de campo de ensino de Ciências. A pesquisa, conduzida com estudantes com deficiência visual na Pista Claudio Coutinho (Rio de Janeiro), investigou como as barreiras de acessibilidade em um espaço não formal de ensino impedem a apropriação do conhecimento científico. Nesse contexto, um audioguia foi empregado como ferramenta de mediação vigotskiana, demonstrando sua eficácia ao atuar na ZDI dos estudantes, conectando a experiência sensorial imediata a conceitos científicos abstratos. Concomitantemente, o instrumento fomentou um processo dialógico bakhtiniano, observado na enunciação dos participantes, que não se limitaram a reproduzir o conteúdo, mas o reelaboraram ativamente, integrando-o às suas vivências e vozes individuais. A integração dessas perspectivas oferece, assim, um arcabouço teórico robusto para a fundamentação de práticas pedagógicas que transcendem o modelo de transmissão de conhecimento, promovendo a construção colaborativa de significados e estabelecendo um ambiente educacional inclusivo orientado para o desenvolvimento da autonomia e do pensamento crítico dos educandos.</p>2026-04-08T14:18:05+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1072À margem da luz, no centro da luta: a caminhada de uma mulher cega no sudeste de Goiás2025-12-16T15:44:23+00:00Renata Vicente Izidororenatinhavicente2017@gmail.comClaudia Tavares do Amaralclaudia.amaral@ufcat.edu.br<p>O presente artigo, intitulado “À margem da luz, no centro da luta: a caminhada de uma mulher cega do sudeste de Goiás", consiste em um relato de experiência baseado na trajetória acadêmica e escolar de uma mulher cega, refletindo sobre as diversas formas de discriminação enfrentadas ao longo de sua formação. O estudo é um recorte da dissertação de mestrado (Izidoro, 2020) defendida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Catalão e tem como objetivo analisar os desafios vivenciados, sejam eles lícitos ou ilícitos, e as estratégias utilizadas até a conquista do título de Mestre em Educação no ano de 2020. A pesquisa foi conduzida sob a perspectiva da narrativa (Reis, 2023), permitindo que a autora revisite sua própria história com um olhar crítico e reflexivo. O texto propõe uma leitura distanciada e, ao mesmo tempo, íntima da trajetória acadêmica, promovendo uma nova compreensão sobre os desafios da inclusão. Os resultados apontam que, apesar dos avanços nas políticas inclusivas, ainda há barreiras significativas que dificultam o acesso e a permanência de pessoas com deficiência na escola e no Ensino Superior, principalmente na pós-graduação. Conclui-se, portanto, que a superação da discriminação ilícita não se trata apenas de um esforço individual, mas de uma busca coletiva pela efetivação da dignidade da pessoa humana enquanto fundamento republicano.</p>2025-12-16T15:37:52+00:00Derechos de autor 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1091Intervenção fonoaudiológica na deficiência visual congênita: um relato de experiência2025-12-16T15:44:24+00:00Juliana de Sá Machado Guilam Machadojulianasa@ibc.gov.brLuiz Augusto de Paula Souzaluizad@uol.com.br<p>Este artigo apresenta um relato de experiência detalhado sobre uma intervenção fonoaudiológica realizada ao longo de um ano com Teodoro, uma criança cega congênita. O objetivo central do estudo foi descrever e analisar as características do desenvolvimento da linguagem observadas durante esse período, destacando os avanços e desafios enfrentados ao longo do processo. A intervenção foi planejada de forma individualizada, levando em consideração as necessidades específicas da criança, suas potencialidades e seu contexto familiar. Durante o acompanhamento, foram utilizados recursos e estratégias adaptadas, como estímulos sensoriais, atividades de exploração tátil e auditiva, além de orientações para os cuidadores, visando promover a interação e o desenvolvimento linguístico de forma integrada. Os resultados obtidos evidenciam que, apesar das limitações estruturais presentes na linguagem oral, a comunicação de Teodoro apresentou avanços significativos na organização simbólica. Esse progresso foi particularmente evidenciado durante situações de jogo simbólico mediado, nas quais se observou o uso funcional e intencional da linguagem. Verificou-se, ainda, um aumento progressivo na iniciativa comunicativa, na compreensão dos turnos conversacionais e na utilização articulada de recursos verbais e não verbais para a consecução de objetivos comunicativos. Isso valida a relevância da atuação fonoaudiológica no favorecimento da aquisição e desenvolvimento da linguagem, demonstrando que, mesmo em contextos atípicos, a intervenção especializada pode promover avanços significativos. Além disso, o estudo reforça a importância de uma intervenção contínua e multidisciplinar que considere as particularidades de cada caso, promovendo uma intervenção mais efetiva e humanizada. Os resultados também sugerem que estratégias sensoriais e o uso de recursos táteis e auditivos podem ser altamente eficazes no desenvolvimento linguístico de crianças com deficiência visual congênita, contribuindo para ampliar as possibilidades de comunicação e autonomia.</p>2025-12-16T15:44:04+00:00Derechos de autor 2025 Benjamin Constanthttps://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/1087Reabilitação para pessoas com deficiência visual: reflexões sobre possíveis entraves para o acesso e motivações para o abandono precoce2026-04-07T14:42:02+00:00Sonia Regina Gomes da Rochasoniagomes@ibc.gov.brAna Clara Lima Madrugaanamadrugapsi@gmail.comBeatriz Ribeirobeatrizribeiro2009@gmail.comAna Clara Carvalho Machadoanacarvalhomachado@gmail.com<p>O objetivo deste artigo é fazer uma discussão sobre os fatores que podem estar relacionados às dificuldades de acesso e ao abandono precoce de programas de reabilitação por seus usuários com deficiência visual. A oferta de reabilitação em deficiência visual pode partir tanto de instituições de educação especial, quanto de centros especializados vinculados à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo os problemas relacionados ao acesso e abandono fenômenos pouco explorados. Por meio de um relato de experiência de um serviço de psicologia de uma instituição de educação especial que presta atendimento a este público, este artigo se debruça em dados institucionais que apontam elementos que podem contribuir para a compreensão dos entraves no acesso e do abandono precoce do programa, entrelaçando-os com referenciais teóricos sob a ótica do modelo social da deficiência. Dados quantitativos e qualitativos do perfil geral de matriculados no programa nos anos de 2019 e 2023 e informações advindas de dificuldades enfrentadas no processo discutidas em atendimentos grupais de Psicologia foram utilizados com o propósito de compreender características que possam estar vinculadas a eventuais obstáculos no processo e convergir para o abandono. O texto aponta sobre a necessidade de que a organização dos serviços institucionais se aproxime das eventuais dificuldades enfrentadas pelas pessoas em reabilitação, ambos sujeitos a problemáticas específicas. A discussão acentua que o tema exige uma leitura cuidadosa por se tratar de uma questão multifatorial, melhor compreendida sob um olhar interseccional. Ressalta-se a importância de procedimentos institucionais que permitam a compreensão das causas do abandono precoce e da adoção de estratégias de monitoramento e apoio aos usuários.</p>2026-04-07T14:42:02+00:00Derechos de autor 2026 Benjamin Constant