Aspectos da subjetividade de aluno com deficiência visual

  • Edinaldo Bomfim Sales

Resumo

O presente artigo, decorrente de uma pesquisa de dissertação de Mestrado, teve como foco investigar as condições de desenvolvimento da escolarização de um aluno com deficiência visual do Ensino Médio, pois, de modo não casual, são pessoas que ainda enfrentam pseudorrepresentações de incapacidade ou extraordinariedade. Produzimos uma pesquisa com alunos com deficiência visual de um município do interior do Estado do Pará, com fulcro na teoria da subjetividade e sua epistemologia qualitativa. Tratou-se de um caso que integrou um estudo de caso múltiplo por via do método construtivo-interpretativo. Dentre os participantes, todos com deficiência visual egressos do Ensino Médio, trataremos neste artigo de um dos casos. O estudo teve como objetivo maior compreender os processos de subjetivação constituídos por alunos cegos e com baixa visão acerca dos processos de escolarização no Ensino Médio. A produção das informações junto ao participante ora tratado assistiu razão pelo fato de ser sujeito em condição de deficiência que vivenciou realidades escolares já na fase adulta, sendo indivíduo com propriedade para se manifestar com profundidade sobre sua singularidade. Os instrumentos utilizados em momentos diversos para produzir as informações foram, primeiramente, um questionário, seguido de um roteiro de entrevista, seguido por um completamento oral de frases e finalizamos com uma dinâmica conversacional. As informações deram conta de que no contexto em que estavam as maiores barreiras é que os processos de subjetivação mais se mobilizaram, impulsionando e ensinando o indivíduo a enfrentá-las.

Palavras-chave: Subjetividade. Deficiência visual. Ensino Médio.

Publicado
2020-03-30