Braille, quanto mais precoce melhor

  • Carla Maria de Souza
Palavras-chave: Sistema Braille, Leitor eficiente, Estudante cego

Resumo

O texto a seguir é o relato de duas experiências simultâneas com crianças que foram introduzidas no uso do Sistema Braille, já tendo sido alfabetizadas no sistema comum. Uma delas permaneceu na turma em que estava, onde só havia alunos com baixa visão que utilizavam recursos óticos para enxergar as letras; a outra foi, imediatamente, transferida para uma turma com alunos que utilizavam o Sistema Braille, convivendo diariamente com este sistema. O relato mostra a importância de se colocar a criança cada vez mais cedo, e pelo máximo de tempo possível, em contato com o sistema que fará parte de sua vida, e será seu meio prioritário de leitura e escrita, comparando as duas realidades. Sendo o professor/pesquisador uma pessoa cega, que estava intimamente envolvido no processo e que também havia vivido as duas etapas – como aluno cego e com baixa visão –, o tema torna-se importante para ele na tentativa de oferecer, aos seus alunos, o que considera o melhor para o seu desenvolvimento acadêmico.

 

 

Publicado
2020-03-30
Como Citar
SOUZA, C. M. DE. Braille, quanto mais precoce melhor. Benjamin Constant, v. 1, n. 61, p. 87-98, 30 mar. 2020.
Seção
Relatos de Experiência Livres