Matemática e a deficiência visual: atividades desenvolvidas com o material dourado

  • Celis Ferreira Turella E.M.E.F. Dr. José Aparecido Ferreira Franco
  • Keli Cristina Conti Universidade Estadual de Campinas

Resumo

 

 Embora seja um direito constituído e tenhamos relatos dos benefícios da escolarização para alunos com necessidades especiais, muitas vezes, as escolas não estão preparadas para recebê-los. Neste artigo, abordaremos somente a deficiência visual, procurando contextualizá-la e refletindo sobre o processo educativo da criança cega. Enfatizamos a importância da utilização de recursos específicos e da adaptação de materiais para esses alunos, sempre pensando em como oferecer atividades que possam ser realizadas com o apoio dos outros sentidos – tato, audição, olfato –, garantindo a acessibilidade curricular. Apresentamos alguns materiais que podem ser utilizados para o ensino de Matemática, bem como a descrição de uma atividade desenvolvida com o Material Dourado, no "Jogo Troca 10", com um aluno deficiente visual, matriculado no 1o ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. José Aparecido Ferreira Franco, localizada na cidade de Atibaia, em São Paulo. Verificamos que é possível avaliar o aprendizado do aluno com deficiência visual, tornar a aula de Matemática descontraída e interessante para toda a turma e, principalmente, que, apesar das limitações, todos são capazes de aprender se o professor atuar com criatividade, dedicação e amor ao oficio de ensinar.

Biografia do Autor

Celis Ferreira Turella, E.M.E.F. Dr. José Aparecido Ferreira Franco

É graduada em Normal Superior e professora de Ensino Fundamental da E.M.E.F. Dr. José Aparecido Ferreira Franco – Atibaia.

 

Keli Cristina Conti, Universidade Estadual de Campinas

É doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas e professora das Faculdades Atibaia (FAAT)

 

Referências

ARAUJO, A. L. L.; MARSZAUKOWSKI, F. Matemática e a deficiência visual. In: 9a SEMANA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E MOSTRA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS. União da Vitória, PR, 2009. 22 f.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Dicas de convivência com pessoas com deficiência. Porto Alegre: Corag, 2011.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBN. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm>. Acesso em: 23 out. 2011.

COLL, C.; TEBEROSKY, A. Aprendendo matemática: conteúdos essenciais para o Ensino Fundamental de 1a a 4a série. São Paulo: Ática, 2000.

GABRILLI, M. Portadores de deficiência: pessoas especiais. Revista Mais Cidades, São Paulo, ano 1, n. 1, p. 44-53, jun. 2010.

JALBERT, Y.; CHAMPAGNE, P. O. Le développement de la conscience de l’écrit chez l’enfant aveugle âgé de 0 à 5 ans. 2005. Disponível em: <http://www.inja.fr/>. Acesso em: 8 jan. 2011.

LARAMARA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ASSISTÊNCIA AO DEFICIENTE VISUAL. Deficiência visual. São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.laramara.org.br/portugues/conteudo.php?id_nivel1=1&idnivel2=52&nome= LARAMARA>. Acesso em: 11 out. 2011.

SÁ, Elizabet Dias de; CAMPOS, Izilda Maria de; SILVA, Myriam Beatriz Campolina. Atendimento educacional especializado – deficiência visual. Brasília: MEC/Seesp, 2007.

Publicado
2017-03-10
Seção
Artigos